quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O ESPORTE NA ESCOLA


O processo de implantação da prática esportiva no meio ambiente escolar aconteceu, principalmente, na década de 1970, pois alguns anos antes desse período, poucas equipes nacionais conseguiram resultados expressivos no cenário esportivo internacional.


O esporte pareceu também ir ao encontro da ideologia propagada pelos condutores da Revolução de 1964: aptidão física como sustentáculo do desenvolvimento, espírito de competição, coesão nacional e social, promoção externa do país, senso moral e cívico, senso de ordem e disciplina.

Entendia-se, na época, que para um país destacar-se mundialmente, tanto política e economicamente, era necessário destacar-se também nos esportes. Desse período advém, até aos dias de hoje, a implantação do fenômeno esportivo associado à Educação Física escolar.

Atualmente, a razão de a Educação Física escolar apóia-se em tal fenômeno está relacionada com a “cresça comum de que a participação é um elemento de socialização que contribui para o desenvolvimento mental e social”. Os resultados obtidos pela política da ditadura podem ser considerados um desastre quase social.

Ao utilizar-se do esporte nas aulas de Educação Física, muitas vezes a escola tende a reproduzir os discursos e soluções apontadas pela mídia. Não promove um diálogo. Apenas reforça a obtenção de informações compactada e fácil em detrimento de uma reflexão critica. Essa situação gera uma ausência de significados.

O esporte escolar deve estar caracterizado como “Esporte Educação” e não como esporte “Esporte na Escola”. Do ponto de vista pratico, o esporte no pode ser negado, mas sim utilizado de forma que desperte no aluno interesse pela e prazer e tenha uma intencionalidade educativa, nunca o jogo pelo próprio jogo. Você não acha mais interessante jogar “com” do que jogar “contra”?

A prática esportiva deve proporcionar a você uma compreensão mais ampla sobre as relações sociais, às quais, constantemente, somos submetidos. Para que, por meio do esporte, possamos entendê-las de forma mais critica e autônoma, tornando-nos donos de nosso próprio entendimento.

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